Depois de refletir sobre o assunto, tudo parece diferente.

Wednesday, 6 November 19

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Depois de refletir sobre o assunto, tudo parece diferente

Depressão e Síndrome do Panico, uma realidade presente.

Thursday, 17 October 19

Depressão e Síndrome do Panico, uma realidade presente

Depressão e Síndrome do Panico, uma realidade presente.


Após muitos dias trancado em casa, nunca pensei que pegar o carro para calibrar o pneu fosse um dos maiores desafios de minha vida...”


Ao continuar esta leitura você terá a oportunidade de conhecer um episódio real que pode representar muitas pessoas que estejam precisando de ajuda.

ap.mariaemateus.com-depressão

Um jovem casado com uma esposa maravilhosa, pai de dois ótimos filhos, dedicado no trabalho, de fácil relacionamento e prazer por fazer o bem ao próximo. Essa poderia ser a maneira que eu me descreveria momentos antes de passar por um vale escuro, sombrio, que não desejo para ninguém. Fui diagnosticado com depressão, agravada por ataques de panico que me impediram de estar em lugares públicos. Para muitos desavisados, Ataques de Panico ou Síndrome do Panico são “frescuras”, “manhas” sem fundamentos. Mas somente quem viveu isto, sabe o quão torturante e difícil é não conseguir controlar seus sentimentos, seus medos, seus temores e até mesmo a vontade de não estar vivo. Em meu caso, este episódio se desencadeou por grande influência do ambiente de trabalho, mas a fonte ou impulsionador de distúrbios mentais pode estar em qualquer lugar interno ou externo (interno no sentido de estrutura psicossomática e externo no sentido das ações de objetos fora de nosso corpo) causando constrangimento ou sofrimento para o indivíduo.


Devido ao stress constante no trabalho e a cadeia de desapontamentos ocorridos naquele ambiente, alterações passaram a ocorrer em meu corpo físico e em minha estrutura psíquica. Passei a sentir dores no corpo, caroços apareceram em meu pescoço e membros, não conseguia me concentrar nos estudos ou nas atividades diárias, sentia uma irritação nos vários ambientes que convivia e muito mais. Diante desta situação, procurei um clínico geral que na ocasião me receitou um antidepressivo. Como eu não tinha consciência do meu real estado e o próprio médico me informou que poderia interromper o medicamento, assim aconteceu. Após a primeira caixa parei o uso.


Com o passar dos meses eu percebia minha situação piorando até uma certa segunda-feira, manhã de abril de 2017 acordar com meu corpo todo dolorido, com os nervos e tendões rígidos. Nesta mesma ocasião procurei um psicólogo na lista de meu convênio, logo em seguida fui ao pronto atendimento, o médico de plantão me receitou um relaxante muscular mas perguntou se poderia me encaminhar para um psiquiatra porque meu caso claramente não era físico. Eu aceitei o encaminhamento e agendei no mesmo dia uma consulta para semana seguinte.


Após este episódio, no outro dia tentei trabalhar normalmente, no meio do expediente após atritos com meu superior hierárquico, uma intensa carga de trabalho, um cliente me provocou e não aguentei. Larguei meu posto, liguei para meu chefe, disse que estava indo embora. Sai pela porta da empresa, entrei no carro, chorei amarguradamente, por quase meia hora, não entendia o porque chorava, não conseguia parar. Na ocasião ao chegar em casa, minha esposa pensou que eu havia brigado com alguém pelo meu aspecto físico. Passei o resto do dia chorando. Como minhas consultas com a psiquiatra e com a psicóloga estavam marcadas para próxima semana, diariamente ao acordar era tomado por uma emoção muito forte, tentava me aprontar para o trabalho mas ao colocar a mão na maçaneta da porta já começava a chorar. Durante os dias que antecederam minha consulta agendada, precisei ir ao pronto atendimento diariamente para tomar medicamentos e ficar em casa. Na consulta com a psiquiatra pelo meu estado de pertubação fui afastado por 15 dias até o retorno no consultório.


Os acompanhamentos com a psiquiatra e com a psicóloga duraram meses e fiquei afastado do trabalho durante este período. Foi exatamente neste intervalo de tempo que o medicamento inicial foi aumentado a cada consulta, trocado por outro mais forte que também teve a dosagem aumentada por várias vezes. Passei a apresentar com a depressão quadro generalizado de pânico.


Para exemplificar o que sentia, compartilho alguns momentos com vocês e se por algum motivo você está lendo isto de forma desacreditada, pare por aqui! Estou expondo situações íntimas com intuito de talvez ajudar alguém.


a) Eu passei a ter medo de sair do apartamento que morava, tinha a impressão que nas janelas do condomínio vizinho, estaria um de meus chefes ou cliente me observando ou filmando.


b) Não conseguia andar na rua, a todo momento sentia que encontraria um cliente ou um de meus superiores hierárquicos.


c) Tranquei-me em casa, não estava bem, me apavorava até mesmo na igreja ou em ambientes comuns como a casa de familiares.


d) Fiquei meses sem comparecer à empresa com medo de me encontrar com aqueles que lá estavam. Quando consegui ir, só pude entrar com minha esposa segurando em minha mão enquanto eu apertava firmemente a mão dela.


e) Certa vez estava com minha esposa em um mercado para fazer as compras do mês, quando ao olhar para todas aquelas pessoas comecei a suar, tremer, fiquei descontrolado sai do mercado correndo, me fechei no carro, não lembrei de ligar o ar-condicionado e fiquei preso lá até ela chegar.


f) Após muitos dias trancado em casa, nunca pensei que pegar o carro para calibrar o pneu fosse um dos maiores desafios de minha vida. Dirigi-me ao posto mais próximo de casa, peguei a mangueira de calibragem, passei a olhar pessoas que lá estavam. Neste momento fiquei em choque, não conseguia controlar a mangueira do compressor na minha mão de tanto que tremia, minhas pernas e braços não me obedeciam, como que fugindo de um monstro entrei no carro, com dificuldades girei a chave. Quando consegui, saí acelerado, sem manter firme o volante, cruzando as ruas sem parar. Cheguei em casa e fui direto para o quarto, deitei em minha cama, estava sem controle, fiquei lá muito tempo até poder me levantar.


g) Certa ocasião observando o sofrimento que estava causando para minha família, me sentindo inútil, sai de casa com intenção de pegar a primeira estrada, sumir. Tinha a consciência que minha vida é um dom de Deus e eu não deveria tirá-la, mas passei a andar por becos e vielas da cidade esperando que alguém fizesse este serviço para mim. Não consegui literalmente pegar a estrada porque pensei em meus filhos e minha esposa. Procurei um lugar escuro onde provavelmente ninguém me conhecia, sentei-me debaixo de uma árvore, lá fiquei esperando o que fazer, pra onde ir. Eu não queria voltar para casa porque me sentia pesado para minha família. Horas depois, ao ver uma mensagem de meus filhos perguntando onde estava, sai daquele local porque era um lugar de risco, foi até uma avenida, pedi para minha esposa me buscar, aquela noite foi terrível. Nenhuma dor física parecia ser pior que a dor sentimental que estava presente naquele momento. Acreditava que minha vida era um sofrimento intenso.


Ao narrar estes fatos lembrando de tudo que aconteceu precisei diminuir o calor do ar-condicionado no mínimo, respirar fundo porque ainda isto mexe muito comigo. Ao falar volto a reviver um pouco de cada momento passado, sinto partes de meu corpo quentes como em um forno. Hoje após dois anos da crise que passei, ainda tenho dificuldades de lembrar situações que ocorreram, mas graças a DEUS, minha família e os tratamentos estou bem. Sem medicamentos, voltei as minhas atividades, me dedicando em estudar a psicanálise e fazendo análise.


Segundo reportagem daquele período disponível em https://g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-cresce-no-mundo-segundo-oms-brasil-tem-maior-prevalencia-da-america-latina.ghtml, 5,8% da população sofria com depressão, cerca de 11,5 milhões de pessoas. O Brasil é o que tem o maior índice deste tipo de transtorno da América do Sul e no continente Americano só perde para os Estados Unidos.


O mais interessante, eu tinha total consciência de meus atos. Sabia o que era certo ou errado, que fugir, esperar alguém para me matar, ficar trancado não resolveria o problema, mas o desiquilíbrio emocional é tão forte, a dor é tão grande que não nos permite ouvir nossa razão.


Os sintomas começaram a aparecer muito antes, com as dificuldades apresentadas inicialmente. Só fui buscar ajuda quando estava no ápice da crise. Por isto não deixe o preconceito, o medo, a dúvida te impedir de buscar ajuda. Converse primeiro com quem você confie, se este não souber te compreender procure ajuda médica. Como provo da funcionalidade da psicanálise aconselho também buscar um psicanalista que possa te ajudar. Acredite em Deus e na família. Busque valores que o impeçam de fazer algo que depois não tenha mais tempo de se arrepender.


Se precisar conversar ou compartilhar suas experiências deixe seu comentário ou me escreva mateus@mariaemateus.com. Saiba que você não é o único que passa ou passou por esta situação e você pode vencer...


MATEUS GAMA RODRIGUES



Canibalismo nos dias atuais, uma prática comum.

Sunday, 25 August 19

Canibalismo nos dias atuais, uma prática comum

Canibalismo nos dias atuais, uma prática comum.

CARNE HUMANA

    Embora seja um assunto muito indigesto ele é necessário para refletirmos sobre praticas muito próximas de nós. Há alguém por perto, aguardando oportunidade para arrebatar uma nova vítima e saciar sua fome.

        No dicionário encontramos o seguinte resultado para a palavra canibalismo: substantivo masculino. Característica, particularidade ou condição de canibal; que tem como hábito alimentar ou ritual a ingestão de carne humana; antropofagia. Ação ou maneira comportamental que denota e expressa brutalidade; ferocidade. Ação praticada pelo animal que se alimenta ou devora outro(s) da mesma espécie.

        Há relatos de canibalismo em tribos que constituíam o povo Celta. Verificamos um relato ocorrido em torno de 960-560 a.c quando Ben-Hadade, rei da Síria realizou um cerco contra a cidade de Samaria gerando grande fome e escassez de comida. Durante as guerras dos muçulmanos no século XII casos de canibalismos foram relatados. No norte da África, como na Europa, há referências ao canibalismo como último recurso em tempos de fome. Encontramos no Brasil relatos de tribos indígenas que utilizavam da carne do inimigo como alimento. Em 1846 pessoas de um grupo ficaram isoladas no Monte Nevada na Califórnia, para não morrerem se viram obrigadas a comer a carne daqueles que estavam mortos. Em 1972 o “Voo Força Aérea Uruguaia 571” caiu na Cordilheiras dos Andes e os sobreviventes foram resgatados após dias se alimentando da carne dos companheiros falecidos. Ao consultar o assunto na Internet encontramos pessoas acusadas de canibalismo na história recente em várias partes do Munto, um dos casos ocorreu no Brasil em 2012 onde pessoas foram acusadas de fazer empadas com carne humana.

        Mas o porque esta prática tão desprezível ainda se faz presente em nossos dias e o que ela significa?

        Nos mais diversos casos de antropofagia podemos encontrar algumas semelhanças que servem de ponto de partida para discutirmos o assunto. Independente da época, do nível social, da localização geográfica ou outros aspectos, podemos perceber certos padrões na prática canibal, até uma pessoa aparentemente isenta de qualquer suspeita, como você, pode estar utilizando de práticas de canibalismo em seu dia. Mas para continuar precisamos de sua mente aberta para entender, julgar e se achar pertinente aceitar esta verdade: Nós temos instintos canibais.

        Por que praticar o antropofagismo?

  • Sobrevivência. Em vários casos percebemos que este foi o último recurso para evitar a morte. Como nos casos relatados, o canibalismo em certas circunstâncias passou a ser a única maneira de continuar com a vida. Existe um debate intenso sobre ética, moral e a necessidade de viver dentro deste assunto. Nosso intuito não é entrar neste debate mas destacar a sobrevivência como uma justificativa do canibalismo.

  • Rituais religiosos e crenças. Principalmente nos povos tribais, o ato de comer a carne pode ter diversos significados. Quando alguém se apropria da carne do outro, está agindo baseado em suas crenças, sejam elas espirituais, culturais ou pessoais. Esse ato tem um significado com aquele que o pratica.

  • Absorver as propriedades do outro. Quando um guerreiro era levado cativo, os membros da tribo comiam sua carne para que através deste ato pudessem obter suas capacidades. Na própria natureza quando comemos algo, estamos utilizando em nós os nutrientes que aquele alimento possui. Consciente ou inconsciente o fim é adquirir o que o outro tem.

  • Desejo de Morte. O canibal na maioria das vezes mata sua vítima, mesmo quando não o faz, ocorre a morte parcial da vítima. Tudo que utilizamos para nos alimentar precisa ser sacrificado, seja um animal ou um vegetal. Uma maçã ao ser digerida é morta para que possamos nos nutrir dela.

  • Defesa. Embora quase não seja utilizado, em vários momentos o canibalismo foi uma forma de defesa, de afastar os inimigos. A fama da prática serve de alerta para aqueles que pretendem enfrentar o inimigo terrível. Embora pareça um ataque, este ato é uma defesa, uma forma de afastar o mal.

SANGUE

        Agora que entendemos alguns dos motivos que levam ao canibalismo, podemos ter a certeza que este está em nosso meio, em nossos relacionamentos, muito perto de nós. De uma forma mais sútil, porém ativa e devorando aqueles que estão por perto. As essências canibais são as mesmas que movem os relacionamentos em nossa sociedade, mas como as utilizamos fazem a diferença.

        Para sobreviver em uma sociedade que consome os fracos, muitos precisam matar. Matar aqui não é tirar a vida de alguém, mas sim terminar com algo, um objeto, um sentimento, uma oportunidade. Quantas mulheres precisam matar seu relacionamento para salvar suas vidas? Quantas vítimas precisam sacrificar suas rotinas, mudando de casa, mudando de cidade, para se proteger? Quantos sacrificam seus empregos, cursos e outros vínculos para não ficarem doentes? Nesta situação aqueles que precisam sacrificar mesmo como vítimas acabam se culpando. Não é incomum pessoas vítimas de maus-tratos, abusos e coisas semelhantes se sentirem culpadas por terem que tomar uma decisão drástica para se proteger.

        Preconceito pode ser entendido como crenças para o canibalismo. Pessoas sendo julgadas por serem diferentes na religião, cor, raça, sexo e outros motivos causando sofrimento. Assim como os canibais apresentam seus motivos, aqueles que procuram de alguma forma menosprezar o próximo também possuem seus motivos. Para deixar bem claro este entendimento Hitler e seus seguidores tinham suas convicções para realizarem suas atrocidades. Os homens bombas que tanto ouvimos falar nos noticiários têm seus motivos para fazerem o que fazem. E nós muitas vezes também, baseados em nossa cultura tentamos engolir os diferentes, utilizando-se do politicamente correto mas com reflexo de nosso antropofagismo.

        Se um canibal tentava adquirir o poder do outro comendo sua carne, temos pessoas literalmente devorando o outro pelo seu cargo, por sua posição, por seu status e por coisas que gostariam de ter e não tem. Quem nunca já ouviu as expressões “puxou o tapete” ou “passou o rodo”, destinadas para expressar quando alguém toma o cargo, a função, o emprego ou o lugar do outro? Isso é o que fazem os canibais, eliminam o outro procurando ter o que o outro tem. Podemos fazer uma comparação com os efeitos da inveja, que destrói nosso próximo para que possamos ficar com seu poder.

        Temos uma tendência a eliminar o outro, somos ensinados que precisamos ser o melhor em tudo, o máximo no poder. Mas se todos pensam da mesma maneira como assumir o poder em meio a esta competição? Assim como nas antigas cortes os reis eram depostos com a morte e seu assassino assumia o trono, hoje uns matam outros por sucesso. Matam o ser profissional, o atleta, o marido, a esposa, tudo para reinar sem inimigos. Os canibais matavam para praticar seu atos e nós na sociedade de hoje matamos também, principalmente direitos e oportunidades do outro.

        Enfim, existem aqueles que precisam matar para se defender. Alguns sacrificam amizades, outros uma paixão, há aqueles que sacrificam o tempo, lazer e outras coisas mais para sobreviver. Há momentos que nos sentimos tão acoados que nossa única defesa parece ser o ataque. Tentamos nos mostrar fortes, mas por dentro estamos com medo. Há pessoas que por trás de sua arrogância, dureza e frieza tem um ser medroso que prefere se defender atacando para evitar sofrer. O problema de praticar o canibalismo como defesa, é afastar os inimigos e junto com eles afastar os amigos.

        Pra finalizar as práticas dos canibais apenas refletem uma realidade social que muito se parece com a nossa. Em alguns momentos prazerosos podemos atuar como canibais, haja vista que nosso primeiro ato libidinal foi o contato do seio materno sendo devorado por nossa boca. Hoje em muitas coisas que gostamos ou fazemos usamos o termo devorar, comer, sugar, engolir, etc. Por exemplo há quem diga que tem uma paixão devoradora, um amor insaciável. Atos primitivos que nos acompanham desde o início de nossa história.

        Agora após juntos discorrermos o assunto, pare para pensar em quantas práticas canibais participamos. Seja como vítima ou como próprio canibal, em vários momentos nos deparamos com esta situação e a partir delas podemos refletir melhorar nossos atos futuros.

        A intenção deste artigo é que venha servir de introjeção de como temos atuado e qual motivo tem feito nosso extinto canibal aparecer. Pense nisto, reflita e passe essa mensagem para frente.


MATEUS GAMA RODRIGUES

Referências.

[]Dicio. Dicionário Online de Português. Disponível em https://www.dicio.com.br/canibalismo/ , acessado em 29/07/2019

Biblia Sagrada. 2ª Reis 6.29.

http://meioambiente.culturamix.com/natureza/canibalismo-parte-da-historia-humana


Freud. Sobre a Liberdade

Saturday, 22 June 19

A maioria das pessoas não querem realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade

MILAN KUNDERA

Friday, 31 May 19

O O homem*, porque ele tem a necessidade de amar, ele acha que ser amado é um direito. MILAN KUNDERA.* O homem francês.